Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

A mulher solteira continua no mercado?

Crónica de 18 / 11 / 2014

Estava no outro dia a explicar a uma amiga porque tinha de ir ao cabeleireiro 2 vezes na mesma semana (raízes mais desfrize não se podem fazer no mesmo dia!)

E eis se não quando ela me pergunta “mas tu ainda estás no mercado?” Demorei a pensar na pergunta. E na resposta. E eis que me saiu: “SIM!”

Ora então, sucintamente, não é no mercado liberal onde os chineses podem comprar a EDP, ou seja, traduzindo, onde o que conta é o dinheiro. É mais assim como o Mercado do Bolhão ou da Ribeira: até podem ser antigos mas agora chamam-se vintage e estão na moda.

E explico porquê. Eu já usei saltos e unhas de gel. Mas também já usei “calças cocó” (sabem o que são? Era o nome que uma amiga lhe dava, parece que temos um cocó nas calças **) e era “buésda cool”. Uma coisa são identidades outra são “quitanços”. Ou seja, altas produções não significam estar muito arranjada, nem vice-versa. Pode dar muito trabalho ter mau aspecto! Mas quando olho para trás, as fotos da fase calças cocó não são de uma mulher atraente (eventualmente as de unhas de gel também não, mas as de saltos altos são!) E eu acho que nós devemos ser atraentes até à morte. Porque a felicidade é corpo e alma.

Há uns anos em conversa com umas amigas homossexuais, uma defendeu perentoriamente que as mulheres se arranjam para os homens. Não acredito. Porque qualquer pessoa com pelo menos duas relações falhadas sabe que um trapo atrai um homem, mas não o faz ficar. Também não acredito que nos arranjemos para a concorrência, porque isso dava muito trabalho e, em casos como os da Irina Shayk, custava uma batelada de dinheiro!

Então porque acho eu que estamos no mercado? Porque somos yin e yang, corpo e alma. Porque gostamos de gostar de nós quando olhamos ao espelho. Porque o amor é para sempre mas pode não ser. E certamente não será se o que une duas pessoas é as pontas do bigode de um enroladas nas pontas do bigode do outro. Porque a estética é arte mais que “pesquisa de pénis” (gostaram do nome científico? *) Porque olhar para o espelho e ver um bigode e um fato-de-treino é mau. Muito mau. (e se um dia me virem assim, internem-me por favor. A não ser que me tenham visto 2ª feira a caminho das urgências e portanto tenho desculpa *)

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