Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

#babyaboard: Museu da Marioneta

Crónica de 18 / 11 / 2014 in #babyaboard

MUSEU DA MARIONETA

Para quem como eu gosta de sair à noite, viver no centro de Lisboa é fantástico pois permite beber uns copos e voltar para casa a pé ou com meros 5 euros de taxi. Aliás, foi assim a minha vida durante uns bons anos!

Agora deixei de ser solteira, vivo longe da agitação, e tenho muito pouca disponibilidade para a agitação. Ah, e tenho um bebé de 9 meses.

E ir com um bebé a uma exposição ao centro de Lisboa, é mau do princípio ao fim. Ora então, estacionar em Santos é tão optimista como achar que se vão conseguir comer sardinhas na noite de St. António: um mito. Devo ter dado umas 3 ou 4 voltas “àquilo” (Santos, Lapa, Madragoa, etc…) até estacionar no parque pago.

Saio do parque do Largo de Santos, ponho o marsúpio, tiro a feliz criatura do ovo e ponho-a no marsúpio e ai vamos nós, el transportada, eu a transportá-la, monte acima que Lisboa isso promete e garante.

Chego então ao Museu da Marioneta, contente e feliz por estar a “fazer programas” com a minha bebé. Contudo a alegria demorou menos que o tempo que demorei a escrever esta frase: o museu recebe-nos com uma escadaria faustosa, digna de um conto de fadas, mas não de uma criatura com um marsúpio e outra criatura dentro do mesmo.

Mas pronto, vá que já tinha saído de casa, dado 5 voltas “àquilo” e portanto subo decidida a escadaria para o museu. Não, desculpem, para a porta do museu. Da porta até à entrada faltava-me mais uma escadaria. Uma alegria… (onde estava o gin?????)

Bem lá chegámos as duas à entrada do Museu. 5 euros, “querem guia?” “Hã…. não… acho que ela ainda não percebe…e não me parece sensato eu deixar de a ouvir…” E heis que lá entramos finalmente na nossa viagem cultural!

Imagino que seja fantástico com crianças. Mas como já comentei aqui, bebés e crianças não são a mesma coisa… está tudo escuro, e o ar condicionado faz-me lembrar o comentário do meu pai quando cheguei a Angola: “usa sempre o AC no mínimo para matar os bichos!” Pois, não deve haver bichos vivos no Museu da Marioneta!

Confesso que arrepiei caminho para ver se a miúda não apanhava uma constipação em estéreo, mas não sem ir ao WC e perceber que podia dizer adeus à vizinha da frente enquanto fazia xixi, com a miúda ainda no marsúpio. O que fiz. Mas acho que há fraldário, sendo que não fiquei para ver.

Resumindo: para crianças que não tenha de se carregar, aguentem escuridão e Ac a 18 graus deve valer a pena. Ah, e as pessoas são poucas mas simpáticas, o que ajuda sempre! Volto daqui a uns tempos..

Museu da Marioneta com um bebé

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