Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

CRÓNICAS DA VIDA COR-DE-ROSA

Crónica de 18 / 11 / 2014

A ideia deste crónica surgiu na semana passada, quando fui positivamente surpreendida pela preocupação de várias seguidoras com a minha saúde. 

Mas o que me despertou a curiosidade foi que esta preocupação transparecia sempre uma surpresa por haver alguma tristeza na minha escrita.

Sempre adorei o George Orwell e adapto a sua máxima para quase tudo na vida. Neste caso, digo-vos que acho que a vida é sempre cor-de-rosa, só que às vezes é mais cor-de-rosa que outras!

O que quero dizer com isto é que, e tal como diz um filósofo do nosso tempo, por alguma razão pouco realista, a sociedade moderna não nos permite mostrar tristeza. Temos de estar sempre bem, sempre a mil, e sempre a sorrir! Porquê?

É comum dizer-se que quem gosta da vida com muita emoção, acaba sempre por ter desilusões. Um pouco como uma montanha-russa. E há inclusive quem defenda vidas mais mornas ou moderadas para que nunca se sofra nenhuma queda.

Agora eu sou uma rapariga que gosta da vida quente. Gosto da emoção da montanha-russa! E morno só gosto mesmo é do café!

Se o copo está meio cheio ou meio vazio não me interessa: se há um copo com algo lá dentro, dêem-me um telefone para chamar alguém para vir beber comigo!

Isto para dizer que, pessoalmente, abraço a alegria e a tristeza com a mesma sinceridade. E tenho pena que escondamos tanto as nossas tristezas.

Mas sendo uma optimista encartada, sei que é mau estar cá em baixo, mas sei acima de tudo que quando voltar lá a cima, a vista será maravilhosa!

Voltando ao Orwell, eu diria que uns dias são sempre mais cor-de-rosa que outros. Aceitemos esses. Depois, está na nossa cabeça corrigir algumas pinceladas de rosa menos brilhante pintadas pela vida.

George Orwell e a vida cor-de-rosa

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