Crónicas das Maternidade

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Autoria de Patrícia Costa
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2017

Odeio o Natal: Parte 1: a comida

Crónica de 03 / 12 / 2014

Também não gosto muito de casamentos e baptizados. Mas o Natal… o Natal resume em si 350 casamentos, 459 baptizados e outros tantos pincéis gastronómicos.

Para começar, é nesta altura, como se o resto do ano para isso não servisse, que toda a gente decide dizer – e provar! – que gostam uns dos outros! Sejam eles famílias do pai, da mãe, ou do marido –  amigos, colegas de escritório ou do curso de há 20 anos.

E há por isso 728 jantares, de cariz cuchi-cuchi natalício, que devem ser organizados no espaço de 2 semanas, aproximadamente. Sim, porque depois disso, desaparece o espirito natalicio, os colegas de trabalho passam só a colegas e os de curso de há 20 só se voltam a ver para o ano.

E, assim, ainda só chegámos para aí ao dia 20 de Dezembro, e já vai cada pessoa com uma média de 3 kg a mais e 4 mil calorias por reunião natalícia – além de várias prendas até 5 euros! –  e ainda falta o natal propriamente dito: o da família.

Eu gosto muito da minha família. Tanto, que  gosto de estar com eles todo o ano. Mas também sou considerada uma independente: já houve um Natal que fiquei sozinha em casa, tomei um longo banho de emersão e comi um hambúrguer congelado do Pingo Doce. Confesso-vos que se a época é sobre tranquilidade e paz de espírito, eu tive um excelente Natal :)

Isto porque digo, com toda a certeza, que gosto de estar com eles mesmo que não houvesse na mesa de Natal, comida suficiente para alimentar vários campos de refugiados.  E que quando se acaba de jantar parece que ainda falta recebermos 340 pessoas. Esfomeadas.

Até porque o espírito natalício não cozinha, arruma a casa, ou come sonhos, farturas ou bolo-rei :)

Gostaríamos menos uns dos outros se não batêssemos recordes de colesterol nesta época?

Natal =colesterol?

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