Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

"E depois disto vou deixar de seguir o seu blog"

Crónica de 12 / 03 / 2015

Li eu como comentário à minha última crónica.

Epá, uma pessoa é mulher. Liga a tudo emocionalmente.
Uma pessoa também é mãe. Pelo que tudo a que ligamos emocionalmente nos pode fazer chorar.
Mas uma pessoa ainda é pessoa. Então põe-se a pensar.
Este comentário surgiu de uma assunção  que, não trabalhando, eu ignorava que outras mães “têm de pôr comida na mesa” por não terem “vida de riquinha”
Queria então usar este post para pôr alguns pontos nos “is”:
– por mais estranho que pareça, eu também tenho de pôr comida na mesa, e não, a Clara não come caviar.
– por igualmente estranho que possa parecer, tenho família e marido com quem conto nesta altura de mais aperto.
– não, não sou da família do Sócrates nem da Espírito Santo.
– não, não acho que o mundo seja cor-de-rosa e que quem não está bem na vida é porque não merece.
– sim, já vi suficiente mundo para saber que há muita injustiça e que 99% das pessoas lutam arduamente por uma vida sem muitas folgas.
– sim, sei que as mulheres são hormonais, intempestivas. Também sei que algumas delas chamam “impulsividade” a um direito que acham que têm de dizer tudo como querem e lhes apetece. 
– sim, isso, infelizmente, também me acontece às vezes. 
– sim, sei que muitas mães gostariam de ficar em casa e infelizmente não podem. 
– não, não acho que se deva olhar com olhos maus alguém que tem uma vida que nos parece melhor que a nossa. 
– sim, eu sou muito feliz em ser mãe a tempo inteiro. 
– sim, continuarei a ser feliz sendo mãe a tempo inteiro.
– sim, desejava que todas as mães que o queiram, pudessem consegui-lo.
-sim, desejo que todas as mães que estão em casa mas gostavam de arranjar um bom emprego, o arranjassem porque merecem. 
-não, não acho que as mães que preferem trabalhar sejam más mães. Ou piores. Ou qualquer outro adjectivo depreciativo. 
– sim, desejo que quem discorda de mim fique na paz do senhor mas diria que virar as costas a tudo o que se discorda não é um bom caminho.

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