Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

Tico e Teco em overload. Ou apenas cenas de gaja.

Crónica de 06 / 04 / 2015

Hoje foi um dia estranho. Talvez sejam todos, é um facto, mas uns são mais que outros.

Tinha pensado em escrever a crónica de hoje sobre a minha ida ao ginásio, um mês depois de ter começado, uma semana depois de ter ido passar a Páscoa a casa de uns amigos no Algarve e comer que nem uma porquita.

Ia-vos falar sobre ter recebido um email do ginásio a dizer que tinha de me pesar e como evitei ciente de que comi pão a mais, bebi vinho a mais, trinquei dentadas a mais nos doces que me recuso a assumir que sou eu que como.

Ia contar-vos sobre o momento que me olhei ao espelho hoje no ginásio e senti saudades de quando não era tão redonda, de quando fazia a esparregata (praticamente, vá…), de quando as maminhas estavam uns milímetros significativos acima, de quando não comia tão pão, mesmo que bebesse mais uns copos.

Mas depois deu-se aqueles ares… Verão, Primavera, cena de gaja, coração, alma, lua cheia +, o que quiserem. A mim dá-me muito e tenho uma enciclopédia de motivos.

Decidi que ia fazer pão de cenoura e pudim de batata doce (lá está, um achaque qualquer porque isto não me dá muito…) decidi também que ia entregar o IRS e escrever a crónica de hoje só à noite. E por em dia os episódios da Anatomia de Grey que percebi me faltam 2!

(Para quem não sabe eu não trabalho durante o dia: se estou em casa, estou com a minha pimpolha: o horário de expediente é depois dela dormir).

Recebi pelo meio uma notícia triste, uma noticia de pais e bebés e casais que não sobreviveram esta cena de sermos 2 +1…

E entretanto, a pimpolha que já não dorme as 19.30 como dormiu até aqui, foi dormir às 21, hora da jovem Clara no auge dos seus 14-quase-15-meses.

E eu vou adormece-la. Porque vou sempre. De manhã, de tarde, ou de noite. Os pesadelos atacaram a minha filha mais tarde, not on my watch. Além de que adoro cheira-la, agarra-la, senti-la como se ainda fosse a minha bebé.

Estou-me a alongar.

Ela adormeceu. Eu já tinha jantado e bebido um copo de vinho. Ela adormeceu. Eu vim para a cozinha. O M. ficou na sala salvaguardado do meu estado de espirito. Vim para a cozinha, tinha ainda muito que fazer!

Fui fazendo. Aliás, são 23:28 neste exacto momento. Fiz sopa, pudim de batata doce e pão de cenoura.

Não vou entregar o IRS. Até porque me distrai e foi-se praticamente toda a garrafa de vinho. Provavelmente submeteria apenas insultos e desenhos esquisitos (obscenos, é o nome).

Mas a crónica ficou escrita. Aqui, na cozinha, a acabar o vinho e ouvir jazz como se estivesse nos bares de Nova Iorque.

Pimba.

😉

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