Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
Todos os direitos reservados.
2018

Sou mesmo Bad Ass Professional!

Crónica de 07 / 05 / 2015

16 anos. Dia 16. O meu “crocodilo” faz 16 anos no dia 16 de Maio. Não pode ser! Já?! Não!!!

Ainda me recordo perfeitamente do momento em que descobri que estava grávida. O primeiro pensamento que consegui atrair foi: “Oh Meu Deus, como deixaste que eu engravidasse? Se eu nem sei tomar conta de mim, como vou conseguir cuidar de um ser totalmente dependente da minha pessoa?!”
Pois, mas o Universo sabia bem o que estava a fazer. Hoje, não tenho quaisquer dúvidas que aprendi a tratar bem de mim, tratando do meu filho; a gostar muito mais de mim, gostando do meu filho. É que não somos mais do que espelhos um do outro: amor incondicional. Caramba, existe mesmo. E é tão bom.

Foi um processo até chegar aqui. E um nada fácil. Questionei-me inúmeras vezes das minhas qualidades como mãe. Tantos medos e frustrações. E porquê? Por insegurança. Dúvidas multiplicadas por tantas dúvidas.
Nada educa melhor as nossas crias do que a intuição maternal. Ponto Final! Li recentemente uma citação que dizia algo assim: “confia no teu instinto. Os teus erros, mais vale serem os teus, em vez dos de outrem.” E isto, aprendi sendo mãe. Mãe do meu crocodilo.
Muitas manhãs ao acordar o crocodilo, perguntava-lhe:
– Quem é a melhor mãe do mundo?
Respondia-me:
– Ai mãe, essa pergunta é tão ridícula!!
(- O quê?! Pensava eu cá com os meus botões)
– Porquê meu amor?
– Se eu só tenho uma! (Sábia a minha cria… Voltava a abaná-lo e ripostava de novo):
– Quem é a melhor mãe do mundo?
– És tu mãe….. (respondia com aquela voz arrastada)
A verdade é que deste ritual, nasceu dele a melhor alcunha que uma mãe podia receber do seu filho.
Hoje, quase 16 anos depois, afirmo que sim, sou uma mãe do caraças! E vejo isso no maravilhoso filho que tenho, onde muitas vezes quando me encontro mais em baixo e questiono-me sobre o caminho profissional que escolhi ou das decisões que tomei, ele apercebendo-se das minhas incertezas, logo me encoraja afirmando que sim. “E nada de baixares os braços. Continuar em frente de cabeça erguida.”
Há uns dias atrás o nosso carro começou com queixumes. Precisava de reparação, com a qual eu não contava naquele momento. Disse que me emprestava o dinheiro se eu precisasse. Não lhe pedi. Mas prontamente mostrou-se disponível para ajudar-me. “E pagas quando puderes”.
Dei-lhe um abraço tão forte e disse-lhe que o amava muito. “Eu também mãe”, respondeu. “Também me amo muito. Sou mesmo Bad Ass Professional”. E não é que é mesmo.
Michele (A.K.A Mãe Única Melhor do Mundo)

Mais Crónicas:

-->