Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

Deixar ou não deixar as crianças interromper as conversas?

Crónica de 20 / 05 / 2015

Acho que podemos assumir como universais os períodos AM e PM: antes de ser mãe e pós ser mãe.

Uma das certezas que sempre me acompanhou no período AM foi a certeza que, filho meu, havia de pedir com licença para falar e saber não interromper conversas.

Depois fui mãe… e a verdade é que sim, a minha filha interrompe as conversas.

Nunca tinha pensado neste tema até que estava a ler este artigo quando pensei: é bom saber que não sou a única, sinto-me menos xexé! (ou tenho outras xexés com quem partilhar o mundo…)

O artigo fala sobre deixar ou não as crianças interromper as nossas conversas. E, encurtando já aqui a conversa deixo-vos a minha opinião: sim, eu deixo.

E deixo porquê? Deixo porque, como dizia uma amiga hoje, é só uma questão de tamanho mas as crianças também são pessoas. E ambas estamos o dia em casa. Juntas. E ambas nos pelamos por laurear a pevide.

Ora acontece que eu posso pegar em mim – e inevitavelmente nela – e ir almoçar com amigos. Ir a um centro comercial. Ir beber um gin ao por-do-sol.  Ir onde raio quiser e bem entender. Com ela.

Ela vai de arrasto. Sem opção. Sendo que, tal como eu, estava farta de estar em casa.

E será justo, depois de nos termos aturado mutuamente em casa, que eu diga “agora encontrei a minha tropa, vai lá para o teu canto, catraia?”

Eu acho que não.

Correndo o risco que, um dia, ela ache que as minhas conversas são dela, para já vou deixá-la interromper.

Mas não se inibam de nos convidar para um momento social. À data, ela continua a preferir os momentos que me entrega aos amigos para se livrar de mim e ir à vida dela brincar.

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