Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

Dizer-lhe Adeus.

Crónica de 08 / 06 / 2015

Sim, sou mãe lamechas. Mãe galinha. Mãe carraça.  Sou mãe tudo o que descreva a mãe que não se cansa nunca da sua filha.

Tirando os 2 dias que fiquei internada para tirar o apêndice, e à noite porque ela dorme, acho que nunca fiquei mais que uma mão cheia de horas longe da minha filha.

Agora, mais independente, comecei a ir ao ginásio, cabeleireiro ou até correr. Sim, quem está mais independente sou eu.

No auge desta minha independência ando também a tentar uma nova abordagem: o dizer-lhe adeus.

Confesso que até aqui preferia esgueirar-me, acreditar que ela não percebia que eu saia, fazer de conta que ela não dava por nada.

Mentira. Vi-a, várias vezes, voltar as costas quando eu saia, para me deixar ir mais descansada, crédula nas minhas próprias histórias.

Mas agora, que tento dizer-lhe adeus, não só ela diz que não quer que eu vá, como eu sofro horrores.

Porque sofro eu horrores de a deixar 30 minutos? Bom, primeiro porque sou tonta. Mas segundo, e mais importante, porque me parece que 30 minutos, 2 horas, ou 1 semana, é um adeus que diz: não vou estar cá para ti agora.

E mãe lamechas, mãe galinha e mãe carraça que se preze, não lida bem com isso. Mas vai tentando, pelo menos, disfarçar.

Até porque é um bom treino para o dia em que for eu a ficar em casa e ela a sair. Não vá ela querer esgueirar-se…

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