Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

Gajas!

Crónica de 09 / 06 / 2015

Comecemos esta crónica por um àparte: Eu até me considero feminista. Não querendo isso dizer que acho que mulheres e homens devam ser iguais. E sim, acho que nós mulheres temos muito cenas de “gaja”. Esta crónica baseia-se nisso.

Na última consulta de pediatria, dos 15 meses, a pediatra disse: “Parabéns, trouxeram-na saudável até aqui. Mas só a partir de agora é que se torna exigente: até aqui era só cuidar, agora há que educar.”

Eu, que cada vez que sinto que me estou a dar bem numa fase da maternidade me aparece uma nova (tipo jogo de computador) pensei: “pimba, já te lixaste… queres ver que a minha doce filha me vai obrigar a descobrir um Hitler dentro de mim?”

Tenho tido, por acaso, uma sorte do caraças: a minha filha até aceita um não, não é demasiado contrariadora, não sendo, em oposição, uma mosca morta. Até ver, ainda não perdi nenhuma vida!

Mas é mulher. Logo gaja. E a formar a sua personalidade através da contrariedade. Mesmo que simpaticamente

Porque é que eu digo que ela é gaja e porque é que eu acho que isto é importante?

É que só uma mulher se lembra de que não lhe chega o “sim” ou o “não”. Uma mulher precisa de um mundo complexo, profundo, não perceptível  de imediato para o comum dos mortais:

A Clara conhece e diz “sim”. Conhece e diz “não”. Mas a palavra preferida dela é o “sim-sim-não-não”

Esta fase assim vai ser fácil: é que nem preciso de ser eu a contraria-la que ela faz isso por mim!

Venha o próximo nivel de jogo! Next!

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