Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

Dessa coisa chamada amor

Crónica de 15 / 06 / 2015

Nunca acreditei muito no amor.

Gosto de o ver. Adoro as histórias de casais que se amam 20 anos depois. Mas só nunca acreditei nessas histórias.

Eu sou mulher de paixões. Discussões. Amar e desamar. Para depois amar outra vez. Porque a vista do cimo da montanha russa é fenomenal, e vale a pena as descidas.

Uma coisa o tempo me tem provado: que quando se é assim, se tem muita sede do mundo. Tem que se a saciar.

Não podes deixar de viajar, de fazer, de querer, só porque atrapalha o equilíbrio da relação. Se o teu equilibro não dispensa o desequilíbrio, a tua relação tem de viver com isso.

E então viajo sozinha, e faço coisas sozinhas, sempre impressionada com o facto de isso enriquecer a minha relação.

Mas a verdade é que quando volto a casa um mês depois de ter saído, sinto-me mais eu. Mais feliz comigo. Logo mais feliz na relação.

E com a leve esperança que isso mude os pequenos senãos da relação. E crie uma lufada de ar fresco. Mais uma voltinha na montanha russa.

E a verdade é que as coisas mudam. Alteram-se. As saudades só sentimos do que é bom e tudo o resto desaparece.

Excepto a necessidade de lavar a loiça. Que eu estava com esperança de me conseguir safar pelo menos uma semana, e nem um dia consegui.

A distância muda muita coisa menos a necessidade de lavar a loiça. Merda.

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