Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Somos ou não livres?

Crónica de 29 / 06 / 2015

Li um artigo no quadripolaridades que não me saiu da cabeça durante dias.

A verdade é que apesar disto se chamar crónicas da maternidade, há algo que é incontornável aqui: o direito à não maternidade.

Tenho cá para mim que há uma pergunta que define as pessoas: acham ou não que o facto das mulheres se depilarem é para agradar aos homens?

No fundo, acredito que quem acha que é só para agradar, acha também que o cérebro da mulher não é mais que um robot de cozinha com mais uma ou outra função.

E a verdade é que muita gente o deve achar porque depois de soutiens queimados, salários combatidos e cargos de chefia conquistados, existe, cá para mim, um numero enorme de mulheres que não acha que as mulheres podem decidir livremente, sem qualquer juízo de valor, o que fazer para o jantar. Perdão, o que fazer com o seu corpo.

Porque no meio de tanto elástico de soutien queimado, sinto que o que sobeja é o cheiro a queimado pois a sociedade, de uma forma geral, continua a achar que a mulher não devia:

-fazer tatuagens

– falar alto

– rapar o cabelo

– fazer piercings

– ser mãe solteira

– divorciar-se

– ter vários namorados

– não gostar de cozinhar

– interromper voluntariamente uma gravidez.

É que se é para ser mais Papista que o Papa há que avisar a Zara que a próxima colecção pode ser simples: basta um hábito e um capuz em vários tons celestes.

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