Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
Todos os direitos reservados.
2017

Amor de mãe

Crónica de 03 / 08 / 2015

Gostava de ser daquelas mães que consegue definir o que sente pelos filhos.

Que sabe o que sente pelo marido. Pelos pais. Pelos amigos. E, em comparação, pelos filhos.

Que consegue ver, medir, arrumar. Numa prateleira bonita e organizada.

Eu não. O que sinto como mãe, o chamado amor de mãe, é algo que me abalroa constantemente.

É algo que me fez pensar que nunca tinha amado na vida. Nem pais, nem marido, nem a mim! Porque isto sim, é algo infinito. Elástico. Supera tudo. E tem sempre o melhor de mim. Mesmo quando não tem.

Este amor, às vezes assusta-me. Sabe-me a um misto de paixão adolescente – quando sentíamos que por aquela pessoa morríamos – com um desporto de alta competição – onde a concentração é total e não pode falhar nada.

Sabe-me ao mundo todo e até ao infinito e mais além.

Eu, que sempre achei que o famoso “amor de mãe”, tatuado por alguns a expressar publica e orgulhosamente esta relação de mães e filhos, era a maior das bimbalhices e inicio da necessidade de comprimidos psiquiátricos, começo a achar agora que, estranho mesmo, é a tatuagem “amor de mãe” não estar nos braços de todas as mulheres que são mães.

Vá, meninas, assumam-se. Estamos entre amigas! (E, certamente, existem algumas psiquiatras entre nós…)

Mais Crónicas:

-->