Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

Se nunca gostaram do Patrick Swayze não leiam este artigo

Crónica de 05 / 08 / 2015

Mas se gostaram do Patrick Swayze na adolescência. E gostaram do filme Point Break. E gostaram especialmente dele no papel de mau, então esta crónica é para vocês.

Um titulo de um livro onde se lesse “Portou-se bem toda a vida, e foi feliz para sempre numa vida pacata e tranquila” faria com que eu o deitasse imediatamente para a lareira (se tivesse uma, claro está…)!

O que quero dizer, é que sempre fui uma mulher de saltos no escuro. De preferir ir do que ficar. De preferir fazer do que prevenir. De me preferir arrepender do sim do que do não.

Talvez nunca tenha sido suicida como o Patrick Swayze no filme – prova é que ainda aqui estou… – mas confesso que me diz muito mais uma onda na tempestade que uma manta no sofá.

Claro que a vida nos muda. Especialmente a maternidade. Quantas mães não encontro aqui e na vida que, como eu, já viraram noites, copos e garrafas, festas e festins e agora estão em casa, felizes e satisfeitas no papel de mães, sem qualquer saudade da vida acelerada.

A maternidade muda-nos. Ficamos mais cautelosas. Menos impulsivas. Às vezes até excessivamente cheias de medos.

Mas a vontade de surfar uma onda na tempestade não desaparece. Mas eu acredito que se aprende a fazê-lo com uma criança na prancha, eventualmente em ondas mais pequenas.

E eu sinto que a vida me está novamente a dar vontade de surfar. Mesmo sem o Patrick Swayze no mar.

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