Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Vida de Blogger

Crónica de 28 / 09 / 2015

Uma grande amiga sempre disse: se algum dia me convidassem para um cargo publico, eu teria de declinar. É que assim que começassem a remexer na minha vida iam perceber que havia muita coisa para encontrar. E eu prefiro viver e ser feliz que ser reconhecida.

Não podia concordar mais. Não tenho esqueletos debaixo do colchão (mais rapidamente fazia um assado deles!) nem fui convidada para nenhum cargo publico (porque rapidamente saberiam do meu passado de pessoa feliz) mas confesso que sempre odiei a ideia das pessoas saberem de mim mais do que sei delas.

Um blog é perfeito por isso: posso, de alguma forma, manter o meu anonimato.

Quer dizer, isso pensava eu. Porque às vezes quando encontro alguns amigos que me vêm falar do que escrevo fico assim com uma sensação de déja-vu. Mas ao contrário.

Vou ser sincera: às vezes não escrevo tudo o que penso. Outras escrevo coisas que não penso exactamente assim. Às vezes escrevo o que penso de forma disfarçada. Às vezes o que escrevo não é sobre mim. Mas sim histórias de amigos, amigas, estranhos, ou mesmo minhas mas só da minha cabeça.

Personagem? Não. Nunca. Mas eu acho que o blog não tem de ser uma radiografia fiel da minha pessoa. Tem de ser, sim, uma radiografia da voz de todas as mulheres que se revejam aqui. De muitas mulheres, eu incluída, que às vezes não tem feedback do que lhe vai na alma. E na alma vivem muitas vidas para além da minha.

Porque escrevo isto? Porque tenho uma mensagem para quem vem só para cuscar. Para quem acha que aqui é lugar de saber da vida das pessoas. Para quem não encontra aqui um universo de diálogo entre mulheres.

Para essas pessoas a minha mensagem é esta:
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