Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

CRÓNICA DE PAI E MÃE: quem educa e quem mima

Crónica de 29 / 09 / 2015

CRÓNICA DA MÃE:

Não gosto de incenso. Muito menos de andar com ele em punho a limpar chakras. Mas sou, de alguma forma, uma gaja esotérica.

Sou uma gaja esotérica no sentido que acredito que todos nós temos em nós o bom e o mau. O preto e o branco. O yin e o yang. A educação e o mimo.

Cá em casa temos por acaso uma mistura porreira:
– eu sou obcecada com horários de comer e dormir. Mas para mim pode-se comer maçã em cima do sofá, da cama ou deitada no chão da cozinha. O pai é obcecado com o sofá :p mas muito flexível com horas. (Também é obcecado com os CDs, migalhas e nódoas em geral).
– eu sou obcecada por lhe dar mimo. Ela aliás já inventou uma expressão que é “a mãe gosta de mim até ao infinito grande”. O pai tem visto e aprendido a ser mais carinhoso. E acho que hoje em dia equilibra bem o mimo com a obsessão pelo sofá (e pelos CDs, migalhas e nódoas em geral :))

Isto para dizer que acho que não há educação sem mimo e não pode haver mimo sem educação. Que acho que nenhum dos pais se pode escudar naquilo que lhe é mais fácil. Que, como dizia uma amigo, na melhor das hipóteses, tentaremos todos ser pais perfeitos até eles chegarem à adolescência. E ai sim, serão eles próprios a dizer-nos onde falhámos na educação, no mimo, e outros argumentos que certamente construirão até lá.

CRÓNICA DO PAI:

Sinceramente não sei quem educa quem aqui em casa…

Não sei se alguma vez o disse aqui mas há uns tempos atrás a Benedita, sabe-se lá porquê, decidiu fazer birra cada vez que a deitávamos na cama dela, daquelas mesmo coladinhas à nossa.

Ora, como qualquer pai que se preze (leia-se: completamente estafado) lá pegava na piquena e deitava-a entre nós…

Noite após noite o cenário repetia-se…

Estivéssemos nós em pleno Inverno e a coisa até teria o seu lado positivo mas, neste caso não, o único resultado que sobrava daquela situação eram noites mal dormidas e muitas estaladas na cara (na minha claro) …

A coisa tornou-se de tal forma insuportável que alguma medida teria de ser tomada! Ainda que em inferioridade numérica decidi dar um “murro na mesa” e exigi uma mudança!

Conclusão: passei 15 dias a dormir num colchão no chão, daqueles mesmo coladinhos à nossa cama…

Vistas as coisas , é ela que me educa a mim…

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