Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Baby-led weaning e a época festiva

Crónica de 11 / 01 / 2016

A época festiva é maravilhosa para toda a família – de sangue e alargada – ver os nossos rebentos!

Serve para nos dizerem que comem demais. Ou de menos.
Que estão muito gordos. Ou muito magros.
Que falam pouco. Ou se mexem pouco.
Que desarrumam muito. Ou que não largam as saias da mãe.
Que dormem muito. Ou que dormem pouco.
Que não os sabes adormecer. Ou que não é assim que se adormece uma criança.

Enfim, para por a conversa em dia! …

Para uma criança, como a minha, que já não tinha problemas em comer antes de descobrir o baby-led weaning – onde a introdução alimentar é na forma de sólidos de verdade e não de papas e a idéia é dar ao bebé o alimento em pedaços grandes para que ele possa agarrá-lo para comer quanto e como quiser – as refeições em família são também motivo para todos terem uma opinião forte sobre a forma de comer da Clara.

A verdade é que, tendo abdicado totalmente dos talheres, e gostando bastante da comida, a minha filha brinca, explora, mexe, toca e, a percentagem que não for parar ao chão, come.

A cozinha fica sempre assim um misto entre bomba que explodiu e cascata de água. Tudo na versão comida, claro.

Confesso que, eu própria, desde o primeiro dia que a pediatra me disse que agora era deixa-la comer sozinha, senti um nó no estômago a pensar na minha rica casa. Mas já passou mais de um ano. A sujeira aumentou. Mas a capacidade dela comer sozinha também. Aliás, a minha filha come sozinha.

Sei que deve ser difícil para as pessoas de fora verem um chão explodido de cuscus, frango, ervilhas e umas folhinhas de agrião. è um nojo, é um facto.

Mas pensem assim: sempre somam mais um tema de conversa para o próximo Natal para me dizer o que estou a fazer mal.

E para vos tranquilizar, farei exactamente o mesmo que tenho feito até aqui durante mais um ano. O que significa que não faltará tema de conversa.

E viva a confraternização!

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