Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Sindrome pré-menstrual (não aconselhado a homens)

Crónica de 14 / 01 / 2016

Passei uma vida a negar que nós, mulheres, somos hormonais.

Depois fui mãe.

E, se já era mentira antes, só que eu não assumia, agora o meu corpo é o seu próprio templo, da sua própria religião. Que é como quem diz: tem vida própria e só faz o que lhe apetece. (Deve ser um género de vingança por ter feito as olimpíadas de alargar até caber e sair um ser humano, acho eu de que…)

Pelo que, se hoje em dia me perguntassem, – não vão perguntar porque os homens não vão ler este artigo -, eu diria que o síndrome pré-menstrual existe sim. E dura aproximadamente 1 mês.

Passo a explicar:

– as duas semanas que antecedem a “hecatombe” são semanas de alta sensibilidade. Um filme romântico. Um por-do-sol mais vermelho. Um carro que não parou na passadeira. O meu corpo passa a estar sensível e atento a tudo. E tudo me toca e sensibiliza.
– na semana que antecede a “hecatombe” a sensibilidade vira hipersensibilidade. Já sei o que vem aí. Já sou penso se tenho brufen que chegue. Já só me sinto a inchar. Já não aguento mais que 2 minutos de conversa.
– a semana da “hecatombe” tem de ser dividida em 2:
– os primeiros 2 dias onde só quero afundar-me na cama (e não deve ser difícil até porque tenho, aproximadamente, mais 2 kg e 20 cm…)
– os restantes dias. Que até me sinto bem! Aliviada. Feliz quase! Não fosse a prºorpia da “hecatombe” ser uma seca. E a pessoa ter mais 2 kg e 20 cm, claro…

Talvez sobrem ali uns dias. De boa disposição. Ou disposição só. Não sei.

O que sei é que aquilo de que somos sempre acusadas é verdade: somos uma onda que flutua de estado emocional para estado emocional.

Mas sabem que mais? Se fossemos sempre estáticas éramos… umas estatuas! Agüentem-se à bomboca homens, que para se chegar ao Hawai também tem de se fazer uma viagem longa :)

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