Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Ajuda-los a crescer

Crónica de 17 / 02 / 2016

No outro dia enquanto navegava em páginas da especialidade (páginas de mães, claro está) deparei-me com uma questão de uma mãe ansiosa:

“e agora? que jogos, puzzles, actividades faço com o meu filho?”

No mundo de hoje, onde todos podemos sonhar dar tudo e mais alguma coisa aos nossos filhos, que vemos na internet os jogos, puzzles, actividades fantásticas que se podem fazer, e onde a maior parte de nós depois não ganha para comprar tudo isto ou trabalha e não tem tempo para o fazer o sentimento só pode ser um:

“MERDA! E agora como vou fazer do meu filho/filha o/a Steve Jobs do futuro?!”

Concertos para recém-nascidos. Yoga para bebés de colo. Inglês para bebés com menos de um ano.

E na cabeça da maioria de nós houve-se a campainha a marcar pontos: “PIM: esta não posso. PIM: para esta não tenho dinheiro. PIM: e agora que era grátis mas ficou doente?!”

E mais vos pergunto (não querendo necessariamente puxar a brasa a minha sardinha :p): que fariam se estivessem em casa com eles todo o dia? roubavam um banco para poder estar sempre a trazer algo de novo? quantas vezes brincavam com cada brinquedo? Não viravam aquelas roupas da Zara que morrem nos roupeiros de tantas mulheres ainda com etiqueta?

Ora se parássemos todos um bocado e nos lembrássemos de facto dessas pessoas grandes que fizeram a História – Steve Jobs, Madre Teresa, Nelson Mandela, etc – não precisávamos de muitas sinapses para desmistificar o universo (da maternidade, claro. para o resto estão cá os físicos… que sem as mães deles não eram nada pois está claro!):

A qualidade não vem da quantidade!

Brinquem sem brinquedos! Façam brinquedos de papel! Deixem a criança frustrar-se a brincar 3 mil vezes com o mesmo brinquedo! Não se preocupem e deixem a criança em paz!

Et voilá

Agora só me têm de imaginar a virar costas com ar de Einstein. Quer dizer, com ar de um híbrido entre uma mãe domestica e o Einstein. Tipo… Einstein com avental e uma fralda de cocó na mão. Ou… não sei. Imaginem! Imaginar é tão bom e faz tão bem! :)

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