Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Bebé qué. Mamã dá.

Crónica de 10 / 03 / 2016

Como qualquer recém-mamã da época cibernética, a internet é um local onde vou buscar informação, tirar dúvidas e encontrar colo para algumas das minhas ansiedades maternais.

Não sou unica, aliás como sabem porque aqui estão :), e muitas de nós nos encontramos e conhecemos aqui, neste mundo infinito que é a maternidade.

Confesso até que considero algumas das páginas muito úteis, sejam as da alimentação, por exemplo, ou as de apoio a mães sozinhas.

No meio de tanta página virtual, há algo que me tem assustado: a quantidade de mães que vejo ansiosas na gestão da “liberdade” do bebé.

É certo e sabido que somos mulheres da época neo-liberal, mesmo que sejamos da esquerda moderna, e, portanto, somos muitas as mães que acreditam na educação com liberdade.

Ora acontece que, e voltando ao tema, é assustador ver inúmeras mães perdidas e ansiosas na liberdade dos filhos: os filhos que não querem dormir, os filhos que não querem comer, os filhos que não querem vestir roupa, etc

É verdade que uma criança é tudo o que basta ara tirar a paciência a um santo, ainda por mais se o santo for uma mulher que trabalha e tem a casa para arrumar.

O que me assusta não é as crianças medirem forças.

O que assusta é as mãos atadas das mães quando os filhos querem (ou não querem) algo.

Eu sei que acreditamos na educação pela liberdade. E que é na liberdade que se formam adultos tolerantes e empáticos.

Mas se eu desse liberdade à minha filha para, por exemplo, comer o que quer, ela comia batata e massa todos os dias. Logo não dou. (Entre o Tallon e a comida ia à falência antes da criatura chegar à escola primária…)

O que quero dizer com isto é que também acredito na liberdade. Na liberdade da mãe educar um filho sem se sentir à mercê dos seus desejos. E da culpa que possa sentir por isso.

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