Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Nãaaaaaaaaaaaaaaooooooooooooo!!!!!!!!!

Crónica de 07 / 05 / 2016

Grita o meu anjinho pequenino, de repente transformado num demónio da Tasmania.

Eu não me surpreendo, afinal, já vi por outro o lado os avisos sobre os “terrible two”.

Birras. Choros. Gritos. O inicio da personalidade própria, ou da adolescência da infância, é de por qualquer santo já doutorado à prova.

É algo que qualquer recém-mamã não acredita. E é algo que qualquer mãe de criança de 2,3,4 dava um mindinho para passar ao lado. Porque imaginar que os nossos pimpolhos fofos, pequeninos e cheios de bordados, ali parados na alcofa ou no colo um dia viram feras birrentas dá taquicardia a qualquer um!

Atiram-se para o chão. Esperneiam. Choram. Correm aos gritos. Porquê?

Porque quer comer uma cenoura. Ou porque não quer. Porque queria fazer lego ou porque não quer tirar a fralda. Porque quer ir à praia quando chove ou porque não quer ir à praia quando está sol.

Por tudo. E por nada. E por tudo e por nada.

Eu tenho uma técnica que, nem sequer me interessa se é boa ou má. A minha técnica permite-me não lhe dar um piparote (que me apetece muitas vezes) que a deixava colada à parede (em vez de ao chão, onde ela fica a gritar pelas injustiças de que sofre)

A minha técnica é: ignorar. Eu viro costas. Eu ignoro. Eu dou-lhe espaço, tempo, etc. Eu sou gajo percebem? :)

Quando ela se acalma eu volto a dar beijos, abraços e outras mimalhices infinitas.

Porque se não posso atirar-me também eu para o chão a chorar (o que e apetece muitas vezes) nem lhe dar um piparote (que me apetece outras quantas) sobra-me apenas ser uma mãe zen que não reage e espera que o mar acalme.

Quem disse que a falta de opção era uma coisa má? :p

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