Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

O bullying ao filho único

Crónica de 11 / 05 / 2016

Ainda a propósito de discussões, parece haver uma série delas que só se pode entrar com o espirito de participação, porque estão perdidas logo à partida:

– discutir com uma criança
– discutir com alguém mais velho
– discutir com os estressados do trânsito
– discutir com alguém que tem mais filhos que nós.

Como mãe, não me interessa nada perder a discussão. “Clara aquilo é um cavalo.” “Não é nada! É um unicónio!” “Ah, tens razão! Pois é!”

E o mesmo se aplica aos meus avós e aos malucos do trânsito (estranha junção de personagens…)

Mas com pais de filhos múltiplos há sempre a utilização daquele argumento de que estás vencido por numero logo à partida. Só tens um, que percebes tu de filhos?

As conversas que tenho com estes pais tendem andar sempre à volta do tema principal, como um cão à volta do osso. Sim, são conversas que tenho com pezinhos de lã para não levar uma ferroada numérica (“cansada só com um filho? havias de ter 3 para saber o que é cansaço!” “o medico disse o quê? isso não é doença!” “lês livros à tua filha? havias de ter 4 a ver se lias!”)

E fica-se sempre ali, com votos a menos, como que menos pessoa no que toque a qualquer tema da parentalidade porque, por opção ou não, temos uma prole limitada.

Ter vários filhos parece garantir que se percebe deles em supremacia face a quem tem menos filhos, assim uma espécie de doutoramento por insistência!

Valem-me alguns amigos como o meu rico Fernando Crónicas, que depois de me ter atirado à cara várias vezes que eu só tendo uma filha não podia debater os temas ao mesmo nível que ele com 4, nunca mais usou esse argumento depois de eu ter dito que para mim nós éramos iguais e a nossa opinião valia o mesmo.

A diferença de filhos era só um número (e não um número de votos)

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