Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
Todos os direitos reservados.
2017

NÓS (não a rede de telefone, nós mesmas!)

Crónica de 21 / 05 / 2016

Quantas vezes se vai na vida de nos adorarmos a querermos chorar todos os dias?

Poucas, se tudo correr bem.

Eu nisto sou especial: já fui várias. A última, a que vos conto aqui, a de empresária solteira bad ass (como diria a minha amiga Michele), a mãe separada e desempregada.

Mas calma. Não tenham pena nem soltem a lágrima. Não só não mereço como não quero: apesar de ter havido alturas que não tinha dinheiro para comer, tenho a melhor família e os melhores amigos do mundo que sempre apareceram com comida e vinho cá em casa! Nestes grandes amigos incluo o pai da minha filha.

Adiante.

Depois de ter frequentado a alta roda de cabeleireiros da urbe, quando não havia dinheiro para comer, não havia, obviamente, dinheiro para cabeleireiro.

A isto devem somar o pós-parto (não tens tempo nem vontade), alguns erros (precisas desesperadamente de tirar aquela esfrega velha do topo da cabeça), à falta de dinheiro (“se não tem tu, vai tu mesmo” conhecem a expressão?)

No meio disto, há algo universal, permanente e seguro: o facto do meu cabelo ser uma merda. Sempre odiei o meu cabelo. O meu cabelo não é nem liso encaracolado. É um cabelo, digamos… cocó!

Fiz vários alisamentos e sempre me arrependi deles: meter formol na cabeça é um erro enoooorme!!!!!!

Depois recebi um mailing sobre um novo produto para a queda do cabelo, que no pós-parto é como mel, que decorria num salão aqui perto de casa.

Decidi que precisava de, pelo menos, olhar ao espelho e gostar de mim. E marquei.

Conheci a Cristina e, numa manhã, falámos de alternativas ao formol, dos riscos do formol, do que acontece às mães depois de o serem, e do que acontece às mulheres quando se descuidam demais…

No fim, percebi que dedicamos pouco tempo a nós próprias, menos tempo ainda a saber sobre o que nos colocam no cabelo, na pele e no corpo!

Percebi principalmente que dedicamos pouco tempo a uma coisa única: a nós próprias.

Bora lá mudar isso.

(para as mais cépticas: sim, paguei!)

Mais Crónicas:

-->