Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

Aturar crianças

Crónica de 02 / 06 / 2016

Uma das vantagens de escrever um blog é conseguir perceber o que a maioria das mães pensam. No meu caso, desde a nascença até esta fantástica idade dos 2/3 anos.

Ao rever as crónicas todas desde que comecei observei algo engraçado: o decréscimo no nível de inveja de quem está em casa com o seu bebé.

Sim, no primeiro ano do blog, a grande maioria das mães, com bebés da mesma idade pelo menos, dizia:

“Ai quem me dera!”
“Dava tudo para estar em casa com a minha princesa!”
“Sorte a sua, eu largava já o meu trabalho se pudesse!”

O tempo foi passando. E hoje, eu ainda estou em casa com a minha filha. Um bebé um pouco maior, agora com 2 anos e meio.

E as mães, experientes, e com crianças da mesma idade, já não dizem o que diziam. Assobiam para o lado.
E dizem coisas mais do género: “que giro…” (e passa-se a ouvir um grilo de tanto silencio que fica… cri… cri…cri…)

É que de bebés fofos e adoráveis cheios de folhos e outras efemérides que descreviam mais a nossa experiência de mães que a historia dos nossos filhos, eles passaram a ser crianças, agora com personalidade própria, que é construída através de birras, choros, e outros comportamento que apelam mesmo é a umas horas longe deles. Só para depois voltarmos cheias de amor claro!

De cuidar de um bebé, passámos a ter, desculpem a expressão, de os aturar. É verdade, estar com uma criança desta idade é ter de as aturar.

Aturar com amor, claro. O que significa aprender sobre os limites da nossa paciência, educar com amor, e arrumar 10 mil vezes os mesmos brinquedos. E claro, atura-los.

Estou curiosa para ver o que acontece daqui para a frente: será que há mães que queiram voltar a estar com os seus bebés antes da adolescência? (ah pois ai quer-me parecer que queremos todos é manda-los numa viagem educativa ao Tibete durante uns anos! :p )

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