Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Asperger na Infância III

Crónica de 07 / 06 / 2016

Estar atento, não é difícil e quanto mais cedo for diagnosticado ou não, mais rápido se consegue chegar e ajuda a criança.
Alguns dos sinais, a que devem estar atentos:
A fala –
O não falar, ou muito precocemente como o caso do S, ter uma grande habilidade na fala. Se a partir dos 18 meses, os vossos filhos não falarem, não deixem até aos 2 anos para consultarem um médico, ou um terapeuta para fazer um rastreio! Lembrem-se, não custa nada.
Lugares-comuns, ironia, e sarcasmo… Alguns não compreendem, que “Olha vai dar uma volta.”, “Vai ver se está a chover” não são literais, e vão mesmo fazer o que dizem. Outros compreendem, no tom de voz as diferenças.
Fixação –
Num lugar, num objeto, num brinquedo, numa pessoa. Se a criança se fixa, demasiado por exemplo nas rodas de um carrinho, e fica dias e dias, de volta disso. E desenvolve o gosto apenas por carrinhos, e exclui os outros brinquedos…
Rotina –
Se a criança fica ansiosa, ou muda o seu comportamento quando se muda um plano, ou se muda algo em casa, seja na rotina, sem no ambiente, deverá também estar atento. Crianças, precisam de rotina, crianças com *perturbações do espetro autista, precisam muito mais, para se sentirem confortáveis e não se sentirem perdidas.
Birras –
As birras emocionais, são diferentes das ditas birras por querer algo e não ter. Uma birra emocional acontece, quando a criança por exemplo é forçada a entrar num ambiente que não lhe é conhecido, e esta não compreende o porquê, ou quando está frustrada e não sabe como lidar com os seus sentimentos. Se for com a criança a um local onde nunca esteve, sem explicar antes, e isto acontecer, retire-a do local, com calma, converse e explique tudo o que vai acontecer.
Empatia –
Se a criança, está num parque infantil e magoa outra e lhe parece que foi com intenção, mas quando fala com ela, ela não percebe, esteja atento. Crianças com *PEA não sentem empatia, pois não compreendem os seus próprios sentimentos quanto mais os dos outros. Eles não sabem, que os demais, também têm sentimentos, que sentem dor, ou necessidades, como eles.
Sensibilidade Sensorial –
A textura da fruta nas mãos, o barulho da televisão mais alto, a porta da rua que bateu, são o suficiente para a criança se sentir confusa e perdida.
Linguagem corporal e expressões faciais –
Normalmente, a linguagem corporal não corresponde ao que estão a sentir, nem as expressões faciais. Como por exemplo, sorrir quando se magoou, e chorar porque está contente a brincar. Ou o estar sempre sério. Olhar demasiado para alguém, ou evitar completamente o contacto visual.
Para concluir que isto já vai enorme, se têm duvidas, seja do que for no comportamento e no desenvolvimento dos vossos filhos questionem o médico, o pediatra. Não fiquem com as duvidas para vocês, nem as ignorem!

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