Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2018

A mãe, o pai e a separação

Crónica de 28 / 07 / 2016

Diz o ditado que nada dura para sempre. O que também se pode aplicar ao amor.

As relações acabam. Mas, correndo tudo bem, acabam guardando-se delas o melhor: os dias que rimos juntos, que chorámos juntos, que nos abraçámos em silêncio.

As relações que acabam deixam, inevitavelmente mágoas: sim, falhámos de alguma forma porque sim, o tango dança-se a dois.

No melhor cenário, isso é pó que vamos limpando com umas Vileda emocionais e conseguimos deixar ao de cima o mais importante: a cordialidade, ainda que distante, de quem um dia se gostou e se quis.

Mas e quando há filhos? Ui. Aqui, como diz a minha amiga São, é que a mulher do suíno torce o apêndice caudal!

Quando há filhos a cordialidade obriga a mais. A Vileda das emoções não tem tréguas: há sempre um sacana de um sujo que teima em aparecer!

Quando há filhos, como dizia ontem a minha amiga Zé, não há muito a fazer: serão para sempre uma família, quer queiras, quer prefiras passar uma esponja cheia de lixívia no assunto.

Guardas conjuntas, sem juntas, a meias ou sem meias. O que funciona para cada um é o que funciona para cada um.

Mas lembrem-se sempre de uma coisa, caso o assunto vos diga algo: só importa uma pessoa. Aquela pessoa que nasceu do que um dia foi para ser para sempre.

Porque essa pessoa, uma criança, o vosso filho, é para sempre. Bem como o amor que nutrem por ela.

E este é o único happily ever after.

De resto, há que pegar na Vileda e ir limpando. Até um dia que alguém olha, acha bonito, e pergunta se pode entrar. E aí percebemos que foi bom manter sempre tudo limpo.

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