Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

O poder do (teu) abraço

Crónica de 03 / 12 / 2016

Desde que nasceste que mo foste mostrando: és uma miúda dos afectos.

Senti-o desde que te aninhaste em mim. Desde que percebi que dormias tranquila se me sentisses.

Foste-mo mostrando com o tempo, enquanto brincávamos ao mostro dos beijos ou querias o meu colo quando te assustavas, o meu abraço quando estavas feliz.

Eu não podia ficar mais feliz: não quereria nunca que fosses imune ao toque, imune aquilo que de mais especial temos: os afectos. Não fosse, eu também, igual a ti.

Tens crescido. Já não és um bebé de colo. Mas continuas um bebé de afectos.

Continuas a abraçar-me "muto muto muto apetado". E a procurar-me, mais não seja com o pé, para sentires a segurança do meu corpo que te protege.

Estás quase uma menina. E eu continuo a mãe que te protege.

Mas, tenho de te confessar: cada vez mais, também tu me proteges com o teu abraço. Também tu, quando me pedes um abraço, me dás um que eu tanto preciso.

De uma forma geral, nós mulheres sabemos o poder dos afectos. O poder de um abraço.

Mas o poder do abraço que me dás quando me pedes tu um abraço? O poder do teu abraço? Esse é infinito.

Porque é esse abraço que me torna forte para te proteger.
Amada para nunca deixar de te abraçar.

E de te mostrar que o caminho é sempre pelos afectos.

Nunca deixes de abraçar. Nunca aceites que te deixem de abraçar.

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