Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
Todos os direitos reservados.
2017

Eu, tu, e o outro.

Crónica de 08 / 12 / 2016

A culpa é sempre do outro.

Sim, o outro.

O chefe.
O Trump.
O governo.
A esquerda. Ou a direita.
A ex. Ou a actual.
O FMI.
O tempo.
O outro.

Nós, adultos, temos sempre aquele outro que é responsável por algo que está a acontecer.

Mas salvem-se os nossos filhos de não se responsabilizar pelos seus actos!

"Martim, assume que foste tu que partiste o brinquedo!"
"Maria, se deu um pum diga que foi você! Não diga que foi a Barbie!"

Sim, os nossos filhos nós ensinamos a serem sinceros! Rectos! Transparentes! tal qual... os conselhos que damos! Porque o que fazemos...

É verdade. Somos todos demasiado bem polidos não é? Apesar de que, o que apetece mesmo às vezes, é meter a cabeça do outro debaixo de terra. Ou água. Ou qualquer coisa que não lhe faça muito mal. Mas o tire da nossa frente.

Mas não o fazemos. Somos polidos e não vale a pena. Até porque se o outro for do género de ser avestruz, já anda mesmo com a cabeça debaixo da areia.

E assim podemos nós erguer a nossa. E ser sinceros como queremos que os nosso filhos sejam. Transparentes. E ainda manter o verniz arranjado que mexer na terra suja as mãos.

Sejamos então. Transparentes. Sinceros. Assumamos os nossos erros e falhas.

Assumamos quando formos nós a dar o pum.

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