Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Quebrar em caso de solteirice

Crónica de 11 / 01 / 2017

Quando um casal se separa, quem se "safa" melhor?

Diz a estatística, e parece-me muito acertada, que os homens são mais rápidos a reconstruir a vida.

Isto parece-me acertado não só porque o observo à minha volta mas também porque todas as condições para que isto aconteça estão reunidas:

Serão os homens menos exigentes? sim. Para o bem deles e para o nosso mal. Porque não existem príncipes encantados.

Terão os homens menos arcaboiço para estar solteiros? Muito provavelmente. Afinal, nós sabemos o trabalho que dá ;)

É parte disto nossa responsabilidade? Sem dúvida...

Nós, as mulheres, as mães, ficamos, quase sempre, com grande parte da guarda dos filhos.

E os filhos acabam por nos preencher totalmente. A vida. O coração. A casa. E, no fundo, todo o espaço por onde costumam entrar pessoas novas na vida de alguém.

Claro está, e mencionei, que não me parece importante ter o maior espaço da nossa vida para novas relações. Mas, a verdade, é que é por aí que elas entram.

Tempo para café, jantar, concertos, conversas, noites longas, manhãs na cama... tempo... é algo meio esotérico no que será o futuro projecto romântico de uma mãe solteira: é mais para compreender do que para ver.

Queres o quê? Ir jantar fora? Ok, às 19 está bem? Têm menu infantil?

Ficamos a conversar até que horas? 3 da manhã? Não pode ser antes amanhã ás 8 um passeio em familia?

É. É pouco sexy ser mãe solteira.

E o tempo passa. E, um pouco como o sexo depois do parto, perde-se a pressa, e o tempo passa, e parece que quanto mais o tempo passa menos pressa se têm.

Dizem que é como andar de bicicleta e eu acredito. Acredito que a paixão saiba sempre ao mesmo independentemente da nossa idade.

E quando no outro dia uma mulher solteira há uns anos me dizia: credo, que trabalheira, apaixonar-se outra vez! percebi que um filho nos enche o coração e a alma mas que ainda assim eu não quero desistir.

Eu prefiro ser a Elizabeth Taylor do que a Madre Teresa de Calcutá.

Um filho ocupa tudo e ocupa muito bem. Um filho é aquela palavra que, por si só, enche uma vida. (E já disse que uma casa? e um coração? e todas as tarefas de uma mãe?!)

Nós, mães, temos o privilégio de receber todo este amor.

Mas se, como eu, não estão interessadas em entrar para o convento, não desistam.

Não tenham pressa. Eu sei que não tenho. Um homem não é o Pai Natal no dia de natal: uma presença obrigatória. Mas não deixemos de sonhar em como era andar de bicicleta. Que temos o poder de fazer o natal acontecer.

E se a Elizabeth Taylor conseguia, porque não havemos nós de conseguir?! ;)

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