Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Então porque não te separas?

Crónica de 26 / 04 / 2017

Disse-me, há praticamente 2 anos, uma pessoa, assim, com esta simplicidade. Teórica, claro, mas simplicidade. É que esta pessoa não tem filhos.

Sempre gostei da simplicidade.

Se queres faz!

Se gostas atira-te!

Se pensas, age!

Sendo que a idade me tem mostrado que muita dela é mesmo só uma teoria. Muito gira, mas uma teoria.

Quer dizer, é verdade, como qualquer clichê, que no momento que decidimos actuar, fazer, agir, movemos mundos nesse sentido.

Agora o que muitas vezes fica de fora desta simplicidade teórica, especialmente simples quando se trata da vida dos outros, é que as decisões são como um iceberg: há muito para além do que se vê.

Não gostas do que fazes? Despede-te!

Apetece-te largar tudo e ir viajar? Força!

Estás infeliz? Separa-te!

A minha experiência mostra-me que os cursos de psicologia não saem na farinha amparo. Como as cartas de condução. Ou as decisões.

Mostra-me que as decisões não devem ser influenciadas pelas opiniões dos outros.

E que, tal como as crianças, também nós aprendemos andar sem ninguém nos explicar como se faz.

Que quero dizer com tudo isto?

Que a próxima vez que um amigo ou amiga tiver dúvidas, sugiro que fiquem caladinhos. Já diz o ditado: por alguma razão temos 2 ouvidos e só uma boca.

Também temos 2 olhos, que, com o tempo, podem observar o que essa pessoa faz. E há uma, e só uma coisa certa a fazer: esperar que essa pessoa siga o seu coração.

Esse velho cliché de seguir o coração não falha. Afinal os clichês ainda servem para alguma coisa ;)

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