Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Pais Crianças

Crónica de 13 / 06 / 2017

Antigamente os pais não brincavam com as crianças e não era por isso que elas (nós?) cresciam com algum problema.

Os pais serviam para educar. Providenciar. Garantir.

Os pais serviam para uma série de verbos que garantiam que os filhos cresciam com uma capacidade importante: a de se sustentarem. De se erguerem. A de serem bastarem. A de serem, também eles, pais.

Nós somos pais diferentes. Somos pais infantis. Pais crianças.

Somos pais que nunca deixaram de querer brincar. Somos pais que não queremos crescer. Não muito. Não o suficiente para deixar de brincar.

Somos pais que fazemos tudo com os nossos filhos. Roubamos a vez no baloiço. Mandamos o mergulho com mais efeito bomba. Damos uma lambidela no gelado que não é nosso.

Somos pais infantis. Que não querem crescer. Não querem deixar de brincar. Somos pais crianças.

Porque sabemos que há algo insubstituível: as memórias que temos dos momentos em que os pais baixam a guarda e dão uma gargalhada de mão dada com um filho.

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