Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Ai se ao menos isto fosse a América!

Crónica de 02 / 07 / 2017

Se ao menos Portugal fosse a América!
Onde quem cai se levanta,
Onde recomeçar é palavra de honra,
Onde falhar é sinónimo de tentar.

Se ao menos Portugal fosse a América!
Onde podes sempre mudar,
Onde podes errar e corrigir,
Onde podes mudar de ideias, voltar a trás,
e começar de novo.

Dizem que a América é a terra dos sonhos,
Onde por cada empresa de sucesso,
Existem 10 que falham.
E que uma terra vazia,
é apenas uma terra ainda não cultivada.

Gostava que fossemos mais assim.
Que fosse mais fácil separaras-te e juntares-te.
Mudar de emprego e escolher outro.
Ter uma ideia e começar algo de novo.

Não é fácil recomeçar.
Às vezes, mesmo só por não sermos aquilo que sonhamos ser a América.

Mas dizemos, sempre, às nossas crianças,
que cicatrizes são experiências vividas.
Que arranhões são sinal de brincadeiras.
Que para aprender a subir é preciso cair primeiro.

Que, para ser grande, é preciso tentar sempre sem medo.
É preciso correr atrás. Cair. Levantar.
Não desistir. Não chorar.
Guardar as memórias das histórias que contam as cicatrizes.
Não esquecer as personagens inspiradoras dos livros.

Dizemos aos pequenos que, para ser grande, é preciso nunca esquecer de como se foi pequeno.

Esquecemo-nos apenas de lembrar mais vezes os grandes que não nos devíamos esquecer de como fomos quando éramos pequenos.

Porque se não estamos todos na América,
Então é preciso não esquecer de sonhar.
Cair e levantar.
das arvores, em pequeno.
E na vida, em grande.

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