Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
Todos os direitos reservados.
2017

Da arte de lapidar diamantes...

Crónica de 05 / 07 / 2017

Tenho um diamante.
Tenho um diamante nas mãos que és tu, filha.
És um diamante em bruto. O diamante mais valioso, esculpido ou ao natural.

És um diamante e eu sinto uma tremenda responsabilidade. Olho para ti e vejo tudo o que acho que deve ser desenvolvido e tudo o que devia ser limado.
Olho para ti e sei que és um diamante. E eu só espero estar à altura de te ajudar a brilhar.

Dizem que os diamantes com mais de 20 gm podem levar um ano a lapidar. Este diamante que não para de crescer demorará uma vida...

Dizem que só as pessoas mais maduras podem lapidar um diamante. As mais velhas, com muita experiência. E eu, às vezes, tenho tanto receio de não ser perfeita no detalhe do trabalho que devo fazer.

Sei que os diamantes têm valor em bruto ou lapidados. Sei que podem ser adorno ou aplicados em algo útil.

O diamante que eu tenho, só tu sabes como brilhará mais.

Cabe-me a mim descobrir, ouvir, ajudar, procurar, estar atenta... muito atenta a todos os sinais que tu me deres.

Cabe-me a mim lembrar-me sempre que o maior valor tens tu. E a mim cabe-me apenas ajudar-te a encontrares a forma como queres brilhar.

Cabe-me a mim nunca me esquecer que o diamante não é meu, nem meu para exibir. É apenas meu para cuidar. Até que encontres o teu caminho. A brilhar. Na maior extensão de brilho que existe.

Tu és o diamante. E eu espero estar à altura de nunca te fazer esquecer disso.

Mais Crónicas:

-->