Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
Todos os direitos reservados.
2017

Se o meu melhor não serve, nada pode servir.

Crónica de 30 / 07 / 2017

Sou a melhor mãe que sei ser. Sendo que de perfeita não tenho nada.

Podia falar sempre com voz de fada ou impor a autoridade com voz de general.

Podia nunca lhe dar salsichas e não ter uma única bolacha em casa.

Podia ser mais impositiva, exigente e autoritária e menos flexível, brincalhona e democrática.

Podia ser melhor em muita coisa. Talvez mesmo em tudo.

Mas eu sou a melhor mãe que sei ser. A melhor mãe que quero e posso ser.

E se o meu melhor não serve, nada mais pode servir.

Por isso todas as falhas que virem em mim ou na minha filha, todas as vezes que fariam diferente, todas as comidas que não dariam, gritos que não tolerariam ou birras que controlariam de outra maneira, tudo faz parte da nossa imperfeita vida perfeita.

Porque eu não preciso de me sentir perfeita para estar em paz. Estou em paz com a ideia de ser imperfeita. Na melhor versão que sei da minha imperfeição.

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