Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

Mas afinal é melhor estar junto ou separado?!

Crónica de 20 / 09 / 2017

Uma das questões que surgiu na sequência do último post foi se seria melhor estar junto ou separado.

Bem, se é uma questão de pensar no que é melhor, acho mesmo que o melhor é ter saúde, estar feliz, ter amigos, ser rico, ter um metabolismo que permite comer tudo sem engordar, não ter celulite, ter um emprego que permite viajar, viver num país onde está sempre sol, e, claro, ter um marido lindo, romântico mas não meloso, cheio de sentido de humor, num misto equilibrado entre atleta e intelectual, com um trabalho que o faz passar algum tempo fora mas não muito.

Isto se a ideia for escrever o que é melhor, claro. E se este for um exercício meramente reflexivo.

Tirando este exercício mental que até já me deixou mais bem-disposta, acho mesmo que o ideal é a pessoa ser feliz. Sozinha ou Junta. Por escolha ou não.

O melhor deste mundo é mesmo escolher ser feliz, seja qual for o nosso estado civil.

Se gostas dele e ele não arruma nada? Sê feliz!
Se não gostas dele e ele até arruma tudo? Faz o que tens de fazer para ser feliz!
Ele é que saiu de casa e trocou-te por uma mamalhuda do escritório? Sê feliz! E as mamocas ainda vão acabar no joelho!
Tu é que saíste de casa e toda a gente te diz que és maluca porque ele era perfeito? Sê feliz!

Sê feliz porque estás viva.
Sê feliz porque os teus filhos têm saúde.
Sê feliz porque vais sempre a tempo de fazer diferente se deixares de ser feliz.
Sê feliz porque, se parares para pensar, não tens na verdade porque não o ser. A não ser que não queiras. E então digo-te que fazes mal.

Não será nunca um estado civil que faz alguém feliz.

Nem os nossos nem os dos outros. Pode custar alguém seguir em frente. Pode doer uma pessoa ser trocada. Pode saber bem os pés quentes à noite. E ainda saber melhor um beijo apaixonado ou uma família composta.

Mas sabem o que é mesmo, mesmo melhor? Sermos felizes. Connosco. E com as nossas escolhas. Sermos felizes onde estamos. Porque estamos vivas, porra, e não há nada melhor que isso.

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