Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
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2017

O cu e as calças. A paixão e o trabalho.

Crónica de 20 / 11 / 2017

Nunca percebi muito bem porque se pergunta porque o cu tem algo a ver com as calças porque me parece óbvio que tem tudo: basta pensar no que nos ocorre se virmos um cu na rua sem calças e outro com!

Em relação ao trabalho é mais ou menos a mesma coisa: trabalhar sem paixão é andar na rua sem calças.

Voltar a trabalhar depois de 4 anos a fazê-lo somente como uma ermita no lar é algo que traz várias sensações, qualquer uma delas semelhante a andar na rua de calças justas, transparentes ou mesmo sem calças.

Voltar a trabalhar depois de 4 anos em casa pode deixar uma pessoa bastante ansiosa e cheia de argumentos racionais. Excepto se essa pessoa for eu: eu adoro pessoas!

Não sei se a vida escreve direito por linhas tortas, se as coisas acontecem quando têm de acontecer, ou se o seu a seu dono: sei que poder voltar a trabalhar na área da ajuda humanitária, na área de comunicação offline e digital parece-me assim aquilo que pediria ao génio da lâmpada se ele agora me aparecesse aqui na pedra da calçada, no meio das baratas. (Ok também lhe pedia perder 5 kg e nunca mais os voltar a ganhar mas isso são outros 500...)

Quando trabalhei em ajuda humanitária durante 10 anos, tinha como métrica de sucesso salvar vidas. Porra, ninguém merece maior peso na cabeça do que ires dormir ao final do dia, com 20 anos, a pensar quantas salvaste e quantas ficaram por salvar!

Mas quando tens quase 40 anos e entretanto dedicaste os últimos 10 a trabalhar em comunicação, sentes que aquele clichê blazet de quem corre por gosto não cansa te soa a música para os teus ouvidos... ou mesmo calças para o teu cu :)

Tudo isto para vos dizer que hoje me senti uma criança no toys’r’us, na véspera de Natal ou no dia de anos!

Que é como quem diz, uma mulher jovem e gira que sai à rua com umas calças que lhe ficam a matar ;)

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