Crónicas das Maternidade

Thoughts, stories and ideas.

Autoria de Patrícia Costa
Todos os direitos reservados.
2018

Para quando um mundo sem (os nossos) traumas para os (nossos) filhos?

Crónica de 19 / 02 / 2018

Li algures por aqui no facebook que a Finlândia, que é sempre assim uma espécie de Angelina Jolie da educação, ia abolir a educação por temas e passara a ensinar "práticas uteis para um mundo moderno".

Comecei à procura de mais informação e deparei-me com um artigo com as 9 inovações na educação em 2017.

Pensei em como é surpreendente que chegamos a um momento que precisamos de aulas sobre amar o próximo enquanto normalizámos aulas sobre odiar o outro.

Lembrei-me de ver imagens de aulas na Palestina onde Israel não existe no mapa. E aulas nos EUA onde existe uma cadeira sobre o Holocausto.

E pensei, que triste é este mundo, onde só conseguimos resolver a dor perpetuando-a.

Toda a História é feita de oprimidos e opressores. E, por vezes, os papeis mudam e os oprimidos sentem-se então no direito de oprimir.

A História aponta para que cada vez nos defendamos mais, nos sintamos mais atacados, à mercê do outro. Fazendo com que nos fechemos ao outro e deixamos, nas nossas barbas, ridiculamente achando que não é nada connosco, permitindo a perpetuação do mau trato de pessoas por pessoas.

Refugiados.

Trafego Humano.

Pobreza Infantil.

Todos achamos tudo errado. Ainda assim, todos nos sentimos de mãos atadas, face a um inimigo qualquer omnipresente que faz com que grande parte da população no mundo continue a sofrer.

Fiquei feliz em saber que existe quem continue a (tentar) mudar o futuro das nossas crianças e a proporcionar-lhes um mundo onde os inimigos não serão, pelo menos, os nossos. Os nossos traumas não serão transportados para eles. E a fé, que todas as crianças têm em que este é um mundo maravilhoso, possa ser apenas um facto e não uma esperança.

Até porque este mundo é maravilhosamente rico. Por dentro. Nas culturas. Nos corações das pessoas.

Lá, onde todos nós nascemos: num mundo onde somos todos iguais.

Ora espreitem: www.globalonenessproject.org

Mais Crónicas:

-->